“Ninguém me entende”; “por que Fulano não me ouve?”; “parece que eu falo para as paredes!”... Quantas vezes ouvimos certas pessoas fazerem estas reclamações sobre aqueles que as cercam? Elas nos fazem até concluir que são injustiçadas, exploradas, ignoradas pelos outros, sempre tão egoístas e insensíveis...
O que muitas dessas pessoas não sabem é que existe uma espécie de “regrinha básica” que é a base para uma comunicação eficaz entre duas pessoas. É uma regra simples, mas espantosamente ignorada: procure sempre se colocar no lugar da pessoa com quem você fala e assim você poderá obter mais dela.
Ninguém irá fazer o que você deseja, passar a pensar do seu jeito, comprar o seu produto ou serviço apenas porque você quer: para conseguir convencer alguém a qualquer uma dessas coisas, é indispensável que você mostre a essa pessoa o que ela vai ganhar com isso. Por exemplo: há pais que “imploram” para os filhos não fazerem bagunça com os brinquedos porque “eu não gosto de bagunça”. Ora, e daí que você não gosta de bagunça? E se seu filho gostar, como fica? Uma alternativa que pode dar melhores resultados é você lhe dizer que quando ele guarda os brinquedos ele não corre o risco de tropeçar neles e acabar quebrando-os – ou seja, mostrar a ele que ele vai ganhar alguma coisa com isso; os brinquedos dele não vão quebrar por esse motivo e assim eles podem durar mais.
Portanto, da próxima vez em que você estiver tentando convencer alguém a fazer algo que você acha ser o mais adequado, coloque-se por um momento no lugar dessa pessoa e pense: “Por que seria bom para ela fazer/pensar/comprar isso?”. Então, comece a falar com essa pessoa tendo ela como o foco da conversa, e não você. A grande maioria das pessoas, observe, se coloca como o centro das conversas que têm com os outros – “Ah, porque eu isso...”; “Eu acho errado você fazer isso porque...”; “Faça isso por mim”; “Você não pensa no meu lado?”, etc. – e, portanto, quem faz o inverso e se ocupa mais em ouvir e entender o seu interlocutor costuma conseguir muito mais resultados dele.
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Não premie o mau comportamento do seu filho
Ao tentar fazer com que seu filho pare de ter certos comportamentos (fazer birra, chorar, gritar, ficar agressivo...), preste muita atenção ao tipo de atitude que você vai tomar. É muito comum que os adultos façam “agrados” como uma tentativa de fazer as crianças pararem com aquele comportamento inadequado, como dar um doce, um brinquedo novo ou mesmo dar mais atenção e carinho.
O que há de errado neste tipo de “solução”? Se você dá a uma criança algo de seu interesse depois que ela tem um mau comportamento, o que ela vai acabar aprendendo? Que fazer birra, manha, chorar e gritar é vantajoso para ela, pois em seguida ela ganhará algo que ela considera bom. Se além disso a criança não recebe o devido reconhecimento quando se comporta bem, a criança concluirá que comportar-se mal é que “compensa”.
Portanto, procure sempre adotar uma postura inversa em relação ao seu filho, premiando o que ele faz de bom e não de inadequado. Comece a prestar atenção também nas suas reações quando ele se comporta bem – se você nada lhe diz ou faz, passando-lhe provavelmente a impressão de que não se importou com isso, está na hora então de você começar a lhe dar um bom motivo para isso, como elogios, gestos e palavras carinhosas ou um momento fazendo juntos alguma coisa que ele gosta.
O que há de errado neste tipo de “solução”? Se você dá a uma criança algo de seu interesse depois que ela tem um mau comportamento, o que ela vai acabar aprendendo? Que fazer birra, manha, chorar e gritar é vantajoso para ela, pois em seguida ela ganhará algo que ela considera bom. Se além disso a criança não recebe o devido reconhecimento quando se comporta bem, a criança concluirá que comportar-se mal é que “compensa”.
Portanto, procure sempre adotar uma postura inversa em relação ao seu filho, premiando o que ele faz de bom e não de inadequado. Comece a prestar atenção também nas suas reações quando ele se comporta bem – se você nada lhe diz ou faz, passando-lhe provavelmente a impressão de que não se importou com isso, está na hora então de você começar a lhe dar um bom motivo para isso, como elogios, gestos e palavras carinhosas ou um momento fazendo juntos alguma coisa que ele gosta.
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